CÂMARA DE LAGOA REFORÇA COMPROMISSO COM SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO LOCAL
A Câmara Municipal de Lagoa reuniu, esta semana, com a Comissão Diocesana de Bens Culturais de Angra, organismo responsável pela salvaguarda, conservação e valorização do património artístico, documental e arquitetónico da Igreja a nível local.
A reunião contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, da vereadora da Cultura, Albertina Oliveira, da Diretora da Comissão Diocesana de Bens Culturais, Susana Goulart Costa, do arquiteto Filipe Cunha e do Ouvidor da Lagoa, Padre Gil Alfredo da Silva, que reforçaram a importância da cooperação institucional e do envolvimento das comunidades locais na preservação deste legado.
Durante o encontro, foi destacado o papel fundamental desta Comissão, frequentemente organizada como Secretariado ou Departamento Diocesano, na proteção e gestão dos bens culturais eclesiásticos.
Entre os principais temas abordados, sublinhou-se a importância da inventariação rigorosa dos bens religiosos, sendo este processo de registo essencial não só para prevenir furtos e perdas, mas também para garantir uma conservação adequada e uma valorização sustentada do património.
O encontro permitiu ainda consolidar estratégias de cooperação e partilha de boas práticas, visando uma gestão mais eficaz e consciente destes bens, que constituem um património cultural e espiritual de elevado valor.
Por fim, importa salientar que o Município de Lagoa tem vindo a adotar boas práticas na conservação e salvaguarda do património religioso, nomeadamente através da promoção de ações de sensibilização, como a iniciativa “Cuidar para preservar: boas práticas na limpeza do património religioso”, dinamizada pelo Museu de Lagoa – Açores, que capacitou os participantes com noções essenciais de conservação preventiva em espaços de culto e respetivos bens culturais. Paralelamente, destaca-se a valorização e proteção de bens classificados de interesse público no concelho, como a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, a Igreja do Convento de Santo António, a Ermida de Nossa Senhora do Cabo, em Santa Cruz, a Igreja de São José, na Ribeira Chã, e ainda o órgão histórico da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, reforçando o compromisso com a preservação de um património que constitui parte integrante da identidade e memória coletiva.