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AUDITÓRIO FERREIRA DA SILVA RECEBE EXPOSIÇÃO «FIBRAS VEGETAIS» E DOCUMENTÁRIO «ÁGUA DE PAU: MEMÓRIAS DA ÁGUA»

AUDITÓRIO FERREIRA DA SILVA RECEBE EXPOSIÇÃO «FIBRAS VEGETAIS» E DOCUMENTÁRIO «ÁGUA DE PAU: MEMÓRIAS DA ÁGUA»

O Auditório Ferreira da Silva, na Vila de Vila de Água de Pau, recebe na próxima sexta-feira, pelas 18h00, a inauguração da exposição «Fibras Vegetais», da artista Sofia de Medeiros. No mesmo dia, será apresentado o documentário «Água de Pau: Memórias da Água», com divulgação do espólio fotográfico de Roberto Medeiros.

A mostra é o resultado de uma residência artística desenvolvida pela artista Sofia de Medeiros, em colaboração com os artesãos lagoenses Alcídio Andrade e Lurdes Couto, dedicado à exploração e valorização das fibras vegetais, enquanto matéria-prima identitária do território açoriano, no âmbito do projeto municipal «Entrelaçar Fibras Vegetais».

De salientar que o projeto «Entrelaçar Fibras Vegetais» foi criado com o objetivo de garantir a sustentabilidade e a preservação da arte do entrelaçado com fibras vegetais, valorizando saberes tradicionais transmitidos de geração em geração e o conhecimento das plantas e dos seus ciclos. Assente nas matérias-primas com maior expressão no concelho de Lagoa, como o vime, a espadana e a folha de milho, o projeto pretende assegurar a transmissão destas técnicas e incentivar o surgimento de novos artesãos, face à redução do seu número atualmente. Estrutura-se em dois eixos de ação: um dirigido à comunidade em geral e outro à comunidade escolar do concelho de Lagoa. O eixo dedicado à comunidade escolar visa integrar a arte de entrançar fibras vegetais na disciplina de Educação Tecnológica dos 2.º e 3.º ciclos, sensibilizando os alunos para a sua importância e promovendo o desenvolvimento de competências técnicas e criativas.

No mesmo dia, será igualmente apresentado o documentário «Água de Pau: Memórias da Água», um registo audiovisual com base no espólio fotográfico de Roberto Medeiros, que recupera histórias, vivências e identidades locais, promovendo um diálogo entre passado e presente. O trabalho apresentado constitui um importante testemunho visual da comunidade pauense e da sua evolução ao longo do tempo, propondo uma reflexão sobre a fotografia enquanto instrumento de memória e identidade coletiva. Numa primeira parte, aborda o colecionismo e o papel do colecionador na construção da memória social. Na segunda, utiliza as imagens da coleção para evidenciar a importância do elemento água na história da vila, explorando dimensões como vida, espiritualidade e património, e reforçando o sentimento de pertença da comunidade à sua terra.

Este momento cultural pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre arte contemporânea, património e memória coletiva, reforçando a importância da criação artística enquanto instrumento de preservação e valorização da identidade local. A entrada no Auditório Ferreira da Silva será livre.

Atualizado a 3 Mar 2026